Colisões com postes sobem 30% em Mogi Mirim e avançam em cidades da região O número de acidentes de trânsito envolvendo batidas em postes registrou um aumento de até 171% em cidades da região de Campinas (SP) no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Além dos transtornos com a falta de energia elétrica, os motoristas identificados como causadores das colisões precisam arcar com o prejuízo da troca da estrutura, que custa em média R$ 6 mil.
De acordo com levantamentos das concessionárias Neoenergia Elektro e CPFL, diversos municípios registraram alta nas ocorrências. Valinhos lidera o ranking percentual da região. Veja os dados: Valinhos: aumento de 171% (19 casos no primeiro semestre).
Mogi Mirim: alta de mais de 30% (26 batidas de janeiro a 10 de setembro de 2025, contra 34 no mesmo período deste ano). Monte Mor: aumento de quase 17%. Na contramão da região, Campinas teve uma queda de quase 10% no número de acidentes com postes entre os meses de janeiro e junho.
O gerente do Centro de Operações da Neoenergia Elektro, José Aparecido da Silva, explica que as colisões costumam ocorrer em vias de trânsito rápido, durante a noite ou em dias de chuva, mas que a principal causa é a imprudência. "Um evento desse traz um prejuízo, vem a quebra do poste, a quebra de muitos condutores elétricos. E esse prejuízo gira em torno de uma média de R$ 6 mil em cada ponto", afirma.
A concessionária possui um processo para identificar o condutor do veículo e enviar a cobrança do conserto. Moradores que tiverem equipamentos elétricos danificados pela queda de energia causada pela batida também podem acionar a distribuidora. Após análise de procedência, o valor do ressarcimento é incluído na conta enviada ao motorista responsável.
Batidas em postes crescem até 171% na região de Campinas Reprodução/EPTV Transtornos Em Mogi Mirim (SP), o aposentado José Beraldo sentiu os impactos de um acidente desse tipo. Um caminhão atingiu o poste perto da casa dele, danificando a estrutura e deixando a residência sem energia. Segundo o morador, a troca demorou mais de um ano para ser feita e o serviço não foi totalmente concluído.
"O poste está solto e está balançando agora, perigoso cair. E a parte de fiação de cima está tudo solto", relata. A EPTV, afiliada da TV Globo, perguntou à Neoenergia Elektro sobre os problemas apontados por José Beraldo, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
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