Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (21) em queda, com um recuo de 0,18% perto das 9h, cotado a R$ 5,1349. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h. Com uma agenda econômica recheada nesta semana, investidores aguardam novos dados econômicos da Europa, dos Estados Unidos e do Brasil, com destaque para o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país.
O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, previsto para quinta-feira, também fica no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta segunda-feira, a queda nos preços do petróleo fica no centro das atenções.
No final de semana, a China atendeu a um pedido da Arábia Saudita e pediu que o Irã limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera do país. Com isso, os preços do petróleo operam em queda. Perto das 8h50, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,48%, cotado a US$ 101,29.
Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caía 2,40%, a US$ 97,89 o barril. ▶️Ainda no exterior, o mercado também segue em compasso de espera pela cúpula entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. A expectativa é que os líderes sinalizem uma prorrogação da trégua comercial firmada entre os dois países no ano passado e que evitou um grande choque na economia global.
Questões envolvendo Taiwan também podem ser abordadas. ▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a divulgação do IPCA-15, prevista para sexta-feira. Ao longo da semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de atividade nos EUA e na Europa também ficam sob os holofotes.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar
a Acumulado da semana: +0,37%; Acumulado do mês: -0,69%; Acumulado do ano: -6,28%. 📈Ibovespa
Acumulado da semana: -1,06%; Acumulado do mês: +4,40%; Acumulado do ano: +14,96%. Queda nos preços do petróleo As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. De um lado, o crescente conflito entre os EUA e o Irã continuam a diminuir as esperanças de que o Estreito de Ormuz — rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra na região — seja reaberto em breve.
No domingo (20), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que estava decidindo se "explodiria o Irã inteiro ou não". A declaração foi dada à emissora americana Fox News, e ocorre em meio a temores de que os EUA retomem os bombardeios em larga escala contra o país do Oriente Médio. Ainda assim, a sinalização da Arábia Saudita, na semana passada, de que ofereceria cargas adicionais de petróleo por rotas alternativas, trouxe alívio aos preços da commodity nos últimos dias.
No sábado, a China atendeu a um pedido do país e solicitou ao Irã que limitasse os ataques dos rebeldes houthis à infraestrutura petrolífera saudita, que têm ameaçado uma segunda rota de exportação de petróleo no Oriente Médio. A Arábia Saudita também informou, na semana passada, que buscava restaurar cerca de metade da capacidade de seu oleoduto Leste-Oeste, após a interrupção sofrida devido a ataques de drones.
A notícia também ajudou a diminuir preocupações com a oferta global de petróleo e ajudava a reduzir os preços da commodity. Encontro Trump-Xi Os mercados financeiros também seguem na expectativa pela cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira. Além da prorrogação do acordo comercial, os dois países também devem tratar sobre inteligência artificial.
Estados Unidos e China consideram os avanços na tecnologia estratégicos para a competitividade econômica e militar dos dois países. Washington e Pequim, no entanto, mantêm divergências importantes sobre o setor. Entre os principais pontos de atrito estão as restrições americanas ao acesso da China a chips avançados, acusações envolvendo cópia e transferência de tecnologia e diferenças sobre como a indústria de inteligência artificial deve ser regulada.
Os Estados Unidos têm restringido o acesso chinês a semicondutores de ponta e outras tecnologias consideradas estratégicas, enquanto a China critica as medidas e acusa Washington de tentar limitar seu desenvolvimento tecnológico. Bolsas globais Na Ásia, a maioria dos mercados acionários fechou em alta nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que a China e os EUA prorroguem a trégua comercial na reunião entre Trump e Xi Jinping, prevista para quinta-feira.
O SSEC, índice de Xangai, ganhou 1,0%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, subiu 0,7%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,2%. Entre os demais mercados da região, o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,65%, enquanto o Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters. Notas de 1 dólar Rafael Holanda/g1
