Uso de batedeira e produção na pia da cozinha: polícia fecha fábrica de cosméticos A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de cosméticos e prendeu uma mulher em flagrante nesta terça-feira (1º), no bairro Jardim do Lago, em Campinas (SP). A investigação começou após o fabricante de um dos produtos vendidos desconfiar da comercialização pela internet. Segundo o delegado Marcel Fehr, responsável pela investigação, a empresa denunciante não vende em plataformas de comércio eletrônico.
Para confirmar a fraude, a fabricante comprou um dos itens anunciados e o enviou para análise. Os químicos constataram falsificação na fórmula e no frasco. “[A empresa] constatou que não só o conteúdo do produto, ou seja, o shampoo propriamente dito, como a própria embalagem, divergiam por completo da fórmula original”, afirmou o delegado.
📲 Siga o g1 Campinas no Instagram Após a análise, a marca registrou um boletim de ocorrência e foi até a 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A partir de dados básicos do perfil do vendedor fornecidos pela empresa, a polícia usou ferramentas de inteligência para identificar a suspeita e rastrear os endereços ligados a ela. Ao todo, foram identificados cinco locais, incluindo um salão de beleza na capital paulista.
Com essas informações, a Justiça expediu mandados de busca e apreensão. Produção era feita dentro da casa Durante as buscas, as equipes encontraram a linha de produção clandestina funcionando na casa da mulher, em Campinas.
O esquema ocupava vários cômodos do imóvel e era dividido em etapas: Quintal: matérias-primas baratas eram misturadas com ácidos e álcool de cereais em uma tigela, com o uso de uma batedeira doméstica; Cozinha: o líquido recebia essências e era colocado nos frascos; Sala: as embalagens ganhavam rótulos de diversas marcas e eram preparadas para envio pelos Correios. “Um dosador que ela tinha estava do lado de um garfo para fritar bife”, destacou o delegado sobre a falta de higiene no local.
A mulher não tinha formação técnica nem alvará de funcionamento. Ela foi presa em flagrante por crimes contra a saúde pública, falsificação de cosméticos e infrações contra as relações de consumo. Segundo a polícia, a suspeita já havia sido presa outras vezes pelo mesmo tipo de crime, sendo a última em 2024.
A polícia acredita que a suspeita atuava dessa forma havia mais de um ano. Segundo o delegado, ela não declarou outra profissão nem fonte de renda lícita. Agora, a polícia vai analisar celulares e computadores apreendidos para identificar clientes e possíveis cúmplices.
As plataformas de comércio eletrônico foram notificadas e bloquearam as vendas da suspeita antes da operação. Polícia Civil localizou fábrica clandestina de cosméticos em Campinas (SP), nesta terça-feira (1º); mulher foi presa por crime contra a saúde pública e relações de consumo Polícia Civil VÍDEOS: saiba tudo sobre Campinas e Região
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