Eleições 2026: Jorginho Mello (PL) é entrevistado no Jornal do Almoço Jorginho Mello, candidato do PL à reeleição ao governo de Santa Catarina, foi entrevistado nesta segunda-feira (14) pela NSC TV dentro do Jornal do Almoço. Ao longo de 30 minutos, foi questionado pelos apresentadores Raphael Faraco e Laine Valgas sobre propostas de campanha e posicionamento de candidatura.
Entre os temas, respondeu sobre combate ao feminicídio e violência contra a mulher, defendeu parcerias público-privadas para o saneamento e o retorno das câmeras corporais para os policiais. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp 🔍🗣️ A entrevista faz parte de uma série de sabatinas com os postulantes ao governo catarinense realizadas a partir desta segunda (14) até a sexta-feira (18).
A ordem dos candidatos segue a posição na pesquisa Quaest encomendada pela NSC e divulgada em 24 de agosto (confira os dados do levantamento). Expansão do saneamento básico nos municípios Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre saneamento básico Jorginho respondeu sobre o saneamento básico, onde o estado tem cerca de 36% de cobertura adequada de água e esgotamento sanitário, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa).
Defendeu que para atender aos prazos do Marco do Saneamento Básico atuou para fortalecer a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), resgatando a capacidade de investimentos da estatal. "O que que nós estamos fazendo? Parceria com os prefeitos, ajudando as prefeituras, fazendo investimento.
Não rasgando mais a rua e sim a calçada para não estragar o asfalto todo e investindo em em parque de saneamento, em novas tubulações". Completou que para um próximo mandato prevê a formulação de parcerias público-privadas, mas com controle da Casan, reforçando a capacidade para baratear o serviço ao consumidor. "Estamos cuidando do saneamento de forma que a gente possa ir evoluindo a Casan recuperada, liderando esse processo e investimentos vultuosos.
Vamos fazer parceria público privado, que existe no mercado. Vamos buscar, mas desde que nós possamos mandar no jogo. Eu não vou fazer privatização para alguém ganhar dinheiro nas costas da Casan e do governo".
Uso e retorno das câmeras corporais pelos policiais Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre câmeras da PM e violência policial Jorginho respondeu também sobre como o governo está viabilizando o retorno das câmeras corporais às forças de segurança pública após encerrar o programa em setembro de 2024 e ser obrigado pela Justiça a retomar em maio deste ano pela Justiça. "Estamos cumprindo, preparando, trocando as câmeras que estavam sucateadas, elas não tinham fidelidade no que filmavam.
Estamos modificando isso, mudando o sistema para juntar todas as informações. Os policiais já estão ligando em determinadas ocasiões que eles vão quando saem para ocorrência". O candidato à reeleição disse que a retomada total está dentro do prazo e que defende a medida, como forma de dar mais transparência ao agente público na tomada de decisões.
"Acho que para quando vai fazer uma operação tem que ligar as câmeras, até para proteger o policial, porque muitas vezes ele é atacado, querem tomar a arma dele, xingar o policial e ele tem que cumprir, tem que fazer cumprir a ordem. Nós somos um estado respeitador".
Casos de feminicídio e violência contra a mulher Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre violência contra a mulher No tema, Jorginho foi questionado pelo fato de o plano de governo declarado por ele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não constar ações diretas para o tema e nem termos como "feminicídio" e "violência contra a mulher". "É porque tá em curso. Eu já tô fazendo.
Estamos ensinando na escola, escola que respeita. Para ensinar a essa geração que a participação do pai, da mãe, das irmãs. Estamos fazendo palestra para homens, 608 homens nós colocamos no Teatro Pedro Ivo para falar: 'Se a tua mulher não der um problema você se separar, não tem que matar a tua mulher".
O candidato à reeleição respondeu ainda que há uma epidemia de violência e que o fato de Santa Catarina liderar estatísticas de ameaças à mulher, conforme dados do Anuário de Segurança Pública, se dá pelo grande volume de denúncias recebidas e a capacidade de atendimento, e que em outros estados há casos "colocados embaixo do tapete". "É porque nós registramos mais, algum estado coloca embaixo do tapete. Ninguém dá bola, nós registramos tudo.
As mulheres registram porque eles acreditam, acreditam na nossa polícia, na nossa justiça. Então, se denuncia mais. Isso é uma coisa boa.
Por exemplo, eu sou o único estado, nós somos o único estado do Brasil que empresta o dinheiro para a mulher se libertar". Sobre redes de apoio, destacou ações feitas como a expansão das salas lilás, respeito nas escolas e a criação do Pronampe Mulher, que oferece financiamento a mulheres para criação de pequenos negócios. Respondeu ainda sobre o fato do estado não ter uma rede 24 horas de delegacias especializadas de atendimento à mulher.
"Tem 48 salas lilás abertas para acolher a mulher, atender bem a mulher, amparar a mulher. Mas em qualquer canto de Santa Catarina, a mulher precisando, ela tem atendimento 24 horas. E aí já chega o psicólogo, os atendimentos mais apropriados que a gente precisa acolher".
"É um é um trabalho constante de todos nós, na escola, na sociedade, falando com o homem, emprestando o dinheiro para a mulher se libertar, poder sair, cuidar da vida dela, ser feliz. Nós estamos fazendo isso com intensidade. Não é só por estar no papel.
A gente pratica todo o dia". Demais temas abordados na entrevista Diálogo e parcerias com o Governo Federal Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre relação com o governo federal "Não é verdade, que eu não converso com o Presidente da República. Não tenho tempo para perder com o Presidente da República.
Eu já fiz projetos importantes aqui, levei ao Ministro do dos Transportes, alteração do braço do contorno via do do Morro dos Cavalos. Ele primeiro não me recebeu. Segundo, eu tive que protocolar lá no ministério.
Fui lá e protocolei. Depois de seis meses, ele disse que não ia, que não ia fazer e ia fazer os túneis, os dois túneis de R$ 1 bilhão e meio". "Eles precisam trazer alguma coisa para Santa Catarina.
O Presidente veio inaugurar o contorno viário que não foi ele que fez, foi a Arteris. Quando ele vier inaugurar uma obra que o Governo Federal tenha feito, eu vou, nem que seja para ser vaiado pelo PT, eu vou. Agora, eu não posso perder tempo ir lá lamber quem não ajuda Santa Catarina e quem não gosta de Santa Catarina".
"Eu respeito, eu sou um homem humilde, respeitador, faço tudo dentro do figurino. Agora, não posso aceitar que Santa Catarina seja desprezada pelo Governo Federal, porque eles acham que nós não precisamos de nada, que aqui tudo funciona bem e não precisa nada, o que precisa é os outros estados lá do Norte e Nordeste".
Projeto para expansão da malha ferroviária Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre infraestrutura e ferrovias "Fiz uma reunião na Casa d'Agronômica, que chamei o governador do Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraná. Fizemos um consórcio que se chama Ferrosul, para que a gente possa liderar esse processo de forma conjunta nos quatro estados. Aí nós vamos arrumar investidores internacionais que queiram vir para cá para fazer ferrovia, fazer transporte".
"E hoje custa muito mais caro trazer milho do Mato Grosso do Sul para o Oeste do estado. A proteína que nós precisamos para produzir custa mais caro o frete do que o milho. Então, nós precisamos pensar em ferrovia.
Eu tô pensando na ferrovia de Chapecó a Correia Pinto, de Correia Pinto a São Francisco [do Sul]. Mandei lei para a Assembleia, vou dar concessão de 99 anos". "É muito caro, custa quatro vezes mais o quilômetro do que custa uma estrada asfaltada.
Então temos que fazer dar uma concessão, terminar os projetos e dar uma concessão para alguém vir fazer, um fundo internacional, um fundo nacional, enfim, para que a gente possa voltar a sonhar em ter trem, porque hoje tá tudo sucateado. A concessão foi mal feita, tá vencendo agora e tudo sucateou. Nós temos que refazer".
Agressão da polícia contra candidata ao Senado pelo PT Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre câmeras da PM e violência policial "Independentemente da ocorrência, mas sim o desdobramento da ocorrência. Eu não concordo com nada disso, isso não precisava acontecer. E Jaraguá do Sul, a cidade mais segura do Brasil.
A nossa polícia é uma polícia, como é de todo o estado, uma polícia respeitosa. Teve uma mãe que chamou a polícia porque chegou um carro na frente da sua casa, com som estridente, uma criança autista estava em pânico". "A mãe foi duas vezes falar com o cidadão.
Uma segunda vez, ele disse nomes que não dá nem para dizer aqui para ela, que está tudo gravado nos fatos que ocorreram. Chamou a polícia, a polícia veio uma mulher e um policial. Foram agredidos, foram enfrentados e a polícia para manter a ordem, quiseram transformar isso num fato político.
Isso é lamentável o que aconteceu". "Tá tudo registrado. Os fatos tão todos registrados, o que aconteceu.
A mãe do menino autista, que desesperada, chamou a polícia. A polícia não foi lá de graça. Então, e foi enfrentada uma candidata a suplente de senadora quis dar um carteiraço: 'se eu sou candidata a suplente de senadora, senhora, você sabe que vai se prejudicar?'.
Não é assim, eu não trato assim. Eu acho que todo mundo é igual perante a lei, não é mais o governador, senador, deputado, todo mundo é igual". "Os fatos vão ser apurados pela procuradoria, pela polícia.
Tá tudo, eles vão ver. Eu não participo disso. Eles têm que apurar com rigor se teve excesso, se não teve excesso".
"Agora, em estado nenhum, em país nenhum, a polícia chega no local e querem tomar a arma da polícia, ela não reage. Foi o que aconteceu lá e os fatos vão mostrar as câmeras. Então, eu não concordo com nada disso.
Isso não precisava ter acontecido. Foi um episódio ruim que aconteceu que quiseram transformar num episódio político que não é". Universidade Gratuita Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre Universidade Gratuita "Hoje tem 68 mil alunos estudando, já tem 8 mil dando a prestação de serviço, a contraprestação.
Final de dezembro vai ter 71 mil alunos fazendo universidade gratuita para o curso do seu sonho. Ser médico, ser engenheiro, ser jornalista, ser o que ele quiser". El Niño e eventos climáticos extremos Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre El Niño "Estou gastando mais ou menos R$ 1 bilhão.
Em reforma de barragens, estavam todas elas entupidas, trancadas, as comportas tudo emperrada. A de Ituporanga trocamos as sete. A de Taio trocamos as cinco.
E isso é um trabalho que fica lá no porão que ninguém enxerga. A de José Boiteux é a última que falta. Tem duas portas, tá emperrada, porque os índios colocaram fogo na casa de máquina, então destemperou os pistões, nós estamos trocando".
"Sai do papel também, tá um pouquinho Mirim Doce mais a licitação está na rua, Botuverá e Petrolândia. Estamos fazendo mais três barreiras, as licitações estão indo para rua, conforme determina a lei, nós vamos fazer. Então, tá, a última a última que falta nós terminar ela para ela ficar segura para proteger o vale, o vale do Itajaí, principalmente Blumenau, 1 milhão de pessoas, tá quase no fim".
"Agora com a polícia a gente voltou, tá recolocando o cilindro [em José Boiteux], terminando a casa de um bunker que vai ser feito para que os indígenas não arrebentem mais, não entrem lá dentro, só se for com máquina, para que a gente possa abrir remotamente para não ter mais desencontro com os indígenas. Estamos fazendo 46 casas para indígenas. Era uma conta antiga que eu tô pagando.
Eram 10 casas eu estou dando 46". Filas para cirurgias e infraestrutura de hospitais Jornal do Almoço - SC: Jorginho Mello responde sobre saúde "Tem um pouquinho mais de 100 mil ainda. Saúde é uma fila viva.
É uma fila que você... Nós fizemos, montamos, criamos, implantamos mais 50 especialidades. As pessoas ficavam no escuro, ficavam na sombra.
Dez, 12, 15 anos esperando. E a gente prova isso". "Nós fizemos 1,6 milhão de cirurgias.
Não é nós que estamos contando, é o Ministério da Saúde, é só entrar no site deles e ver. Então é impossível reduzir essa fila, essa fila vai ser permanente, fila que as pessoas que tinham perdido a esperança. voltaram para a fila.
E nós estamos operando. Pagamos até 12 vezes o que a tabela do SUS paga. Não tem milagre.
Uma prótese de joelho, por exemplo, o SUS paga R$ 3 mil, nós pagamos R$ 9 mil". "O hospital Joana de Gusmão, a mãe ficava 10 horas com uma criança no colo para ser atendida, não tinha longarina para sentar, não tinha ar-condicionado, não tinha nada, não tinha banheiro, tinha dois banheiros químicos na rua, tinha uma lona lá fora, aquela sala de espera. Hoje, eu convido vocês para visitarem os hospitais de Santa Catarina para ver a nova realidade.
A gente passou a limpo. Claro, tô fazendo, tem 70 obras hoje em Santa Catarina, fazendo o Hospital Regional da Palhoça, tô fazendo mais uma torre nova em Blumenau". Jornal do Almoço entrevista Jorginho Mello, candidato ao governo de SC John Pacheco/g1 Quem são os candidatos ao governo de SC em 2026?
O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro. O segundo turno, se for necessário, está marcado para 25 de outubro. Em Santa Catarina, os partidos definiram oito nomes na disputa pelo governo.
São eles: Bruno Pedreiro (PCO) Gelson Merísio (PSB) João Rodrigues (PSD) Jorginho Mello (PL) Laís Chaud (Unidade Popular) Marcelo Brigadeiro (Missão) Professor Marcus Sodré (PSTU) Ralf Zimmer (PRD) VÍDEOS: reveja a entrevista de Jorginho Mello ao Jornal do Almoço
