Novas vítimas denunciam médico preso em Suzano Duas mulheres, de 37 e 36 anos, procuraram a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano nesta quinta-feira (15) para denunciar o médico Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, preso em flagrante nesta quarta-feira (14), suspeito de abusar sexualmente de uma paciente no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS). Uma delas afirmou que a filha, de 10 anos, presenciou o atendimento em que ela relata ter sofrido o abuso, em agosto deste ano.
A mulher sentiu dores durante uma semana após a consulta e passou a ter dificuldades para dormir e medo de ser examinada por médicos homens. A outra denunciante relatou que o profissional tocou seus seios e sua virilha durante um atendimento para tratar furúnculos na axila, em maio. ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp Nesta quinta-feira, Rubens teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após passar por audiência de custódia.
O g1 tenta localizar a defesa do médico. A Prefeitura de Suzano informou que a Controladoria Geral do Município exigiu o desligamento imediato do médico, que é vinculado a uma empresa terceirizada prestadora de serviços.
Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma paciente em Suzano Reprodução/CRM-SP LEIA TAMBÉM: Médico é preso suspeito de abusar sexualmente de paciente em hospital de Suzano Médico suspeito de abusar sexualmente de paciente em hospital de Suzano tem prisão convertida em preventiva ‘A minha menina tem 10 anos e ela viu tudo’ A paciente de 37 anos disse que procurou atendimento por causa de um pequeno caroço ao lado do ânus, além de dores nas pernas.
Após passar pela triagem e por uma médica clínica, foi encaminhada ao cirurgião. Segundo ela, o médico fez uma primeira avaliação na presença de uma enfermeira e pediu que aguardasse fora da sala. Quando a chamou novamente, a profissional de enfermagem já não estava no local.
A mulher estava com a filha de 10 anos e contou que o médico perguntou se a criança entraria ou ficaria do lado de fora. Ela respondeu que não deixaria a menina sozinha. Segundo o relato, ele mandou a criança se sentar e olhar para o lado.
A paciente afirmou que o médico pediu que ela tirasse a calcinha e se deitasse de bruços. Ele disse que faria um exame para verificar se havia algum problema dentro do ânus. De acordo com a mulher, o profissional introduziu um dedo no ânus dela, tocou sua região íntima com a outra mão e movimentou seu quadril.
Ela contou que avisou mais de uma vez que sentia dor e desconforto, mas ele continuou. “O mais constrangedor que ficou para mim foi porque a minha menina estava do lado. A minha menina tem 10 anos e ela viu tudo”, relatou.
Ao final, segundo a paciente, o médico disse que o caroço poderia ser um cisto, orientou cuidados com água e pediu que ela retornasse em sete dias caso não melhorasse. A mulher contou que comentou o atendimento com uma colega de trabalho, mas inicialmente teve medo de denunciar e de não acreditarem nela. A decisão de procurar a polícia veio depois que viu a reportagem sobre a prisão do médico.
Ela também relatou que, desde o atendimento, não se sente a mesma pessoa e teme passar por novos exames. A mulher, que já fazia tratamento para ansiedade, disse que aguarda uma vaga para voltar ao acompanhamento psicológico. “Fiquei uma semana sentindo dor, uma dor por dentro.
Eu tenho até trauma de passar num médico e ele pedir para eu tirar a roupa para querer me examinar. Eu tenho até medo.” Caso aconteceu no no Hospital e Maternidade de Suzano Wanderley Costa/Prefeitura de Suzano Denúncia sobre atendimento em maio A segunda mulher, de 36 anos, contou que passou com o médico em maio deste ano para tratar furúnculos na axila. Segundo ela, o profissional fez um procedimento, colocou um dreno e contou com a ajuda de um enfermeiro para o curativo.
Depois, conforme o relato, o médico dispensou o enfermeiro e disse que continuaria o exame. A paciente afirmou que ele começou a apalpar seus seios, sob a justificativa de procurar outros nódulos, e pediu que abaixasse a calça para examinar a virilha. Ela também contou que o médico puxou um de seus mamilos e perguntou se havia perdido a sensibilidade após amamentar.
A mulher disse que ficou constrangida e, ao chegar em casa, comentou com a madrasta e a sogra que havia estranhado os toques. Na ocasião, elas consideraram que a avaliação poderia ter relação com a procura por outros nódulos. “Eu achei tão estranho o jeito que aquele médico me tocou.
Não achei normal”, afirmou. Relembre o caso Rubens Sousa de Oliveira foi preso em flagrante na manhã de quarta-feira (14), após uma paciente de 32 anos denunciar um abuso durante uma consulta no Hospital e Maternidade de Suzano. O caso foi registrado como importunação sexual na DDM da cidade.
A paciente havia retornado à unidade após um diagnóstico de pedra nos rins. Segundo ela, o médico abaixou sua calça, tocou sua região íntima com movimentos circulares e pediu que movimentasse o corpo. A mulher afirmou que ele interrompeu os toques quando uma enfermeira entrou na sala.
Após o atendimento, ela relatou o ocorrido à equipe do hospital, que acionou a Guarda Civil Municipal (GCM). Agentes da Patrulha Maria da Penha prenderam o médico e o conduziram à delegacia. A Prefeitura de Suzano informou que exigiu o desligamento imediato do profissional, vinculado a uma empresa terceirizada.
Segundo a administração municipal, ele atuava na unidade havia aproximadamente seis meses e tinha realizado menos de 25 plantões. Na nota enviada após a prisão, a prefeitura disse que, até então, não havia registro de denúncia contra ele. Assista a mais notícias do Alto Tietê
