Tatuador de MT transforma histórias de pets em artes realistas nos EUA O tatuador Luiz Paulo Mrozkowski, de 37 anos, transformou a paixão por animais em especialidade profissional e levou o trabalho de reproduzir pets em artes realistas de Cuiabá para a Flórida, nos Estados Unidos, onde atende clientes interessados em eternizar cães, gatos e outros animais de estimação na pele.
Ao g1, Luiz contou que já trabalhava com realismo em flores, objetos e desenhos minimalistas quando tatuou seu primeiro cachorro, um buldogue chamado Godô. O trabalho chamou a atenção de outros clientes e, a partir daí, os retratos de pets passaram a fazer parte de sua trajetória profissional. “Foi acontecendo de uma forma bem natural.
Eu sempre gostei muito de animais e já trabalhava com realismo. Depois que eu fiz meu primeiro doguinho, que foi o Godô, um buldogue, os clientes começaram a ver que eu estava fazendo esse estilo de tatuagem e se interessaram”, relatou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Luiz Paulo Mrozkowski começou a tatuar pets em Cuiabá e hoje trabalha com retratos realistas de animais na Flórida, nos Estados Unidos.
Reprodução Para Luiz, as histórias contadas pelos clientes também fizeram com que ele desenvolvesse uma identificação maior com esse tipo de trabalho. Parte das tatuagens é feita como homenagem a animais que morreram ou como forma de registrar a relação construída ao longo dos anos entre o tutor e o pet. “Conforme fui ouvindo as histórias deles, percebi que não era apenas um retrato.
Muitas vezes era uma homenagem, uma forma de agradecer pelos anos vividos juntos ou de manter por perto um animal que já tinha partido”, afirmou. Além de cães e gatos, o tatuador também já reproduziu outros animais, como araras, cavalos e coelhos. Entre os trabalhos, está o de uma vaca chamada Surabhi, que pertencia à fazenda dos pais de uma cliente e era um animal simbólico para a família.
Vaca Surabhi foi reproduzida em uma tatuagem realista pelo tatuador Luiz Paulo Mrozkowski de MT. Reprodução ✈️ Mudança para os Estados Unidos A adaptação profissional também fez parte dessa mudança. Depois de construir uma trajetória em Cuiabá, Luiz se mudou para a Flórida há quase um ano, após já ter viajado outras vezes para os Estados Unidos.
No novo país, o tatuador passou a construir novos contatos e conhecer outros profissionais da área. Ele afirmou que também começou a divulgar o trabalho e buscar oportunidades para ampliar a atuação na região. “Quando vim para os Estados Unidos, precisei me adaptar a uma nova cultura, a outro idioma e também a uma maneira diferente de trabalhar.
No começo, tudo era novidade, então fui seguindo com calma, conhecendo pessoas e aproveitando cada oportunidade”, relatou. 🐾 Como são feitas as tatuagens Para ele, o processo começa com a escolha da fotografia que será usada como referência, avaliação da imagem e as características do animal antes de definir como o desenho será adaptado para a pele. “Tudo começa com a história que o tutor me conta e com a escolha de uma foto que realmente represente aquele pet.
Depois, observo com carinho os pequenos detalhes: o olhar, os pelos, as manchinhas, o formato das orelhas e aquela expressão que só quem conviveu com ele conhece”, explicou. De acordo com Luiz, o trabalho não termina na reprodução dos detalhes do animal. Também é preciso avaliar o tamanho e o espaço disponível para a tatuagem.
Outro ponto considerado é a forma como o desenho pode se modificar com o passar dos anos. “Na hora de tatuar, tento reproduzir essas características com cuidado, mas também pensando em como o desenho vai se adaptar e envelhecer na pele. É um processo que exige bastante atenção, porque cada animal tem sua própria identidade”, disse.
👁️ Técnica exige atenção aos detalhes A tatuagem realista é um estilo que busca reproduzir na pele características visuais de pessoas, animais, objetos ou paisagens com alto nível de fidelidade. A técnica utiliza variações de sombra, luz, textura e contraste para criar a sensação de profundidade e aproximar o desenho da imagem usada como referência. No caso dos retratos de animais, detalhes como o formato do rosto, os olhos, a pelagem, as manchas e as expressões são fundamentais para manter a semelhança com o pet.
“Às vezes, uma pequena expressão no olhar, uma manchinha ou até o jeitinho da orelha traz uma lembrança muito forte. Eu tento colocar isso no trabalho, porque sei que existe uma história de amor por trás daquela imagem”, concluiu. * Sob supervisão de Jardes Johnson
